Pesquisadores ensinam robôs a executar tarefas pelo WikiHow


Se você já quis aprender a dar nó em gravata ou preparar um daiquiri de morango, você provavelmente já deve ter acessado o WikiHow. Surpreendentemente, alguns robôs já estão fazendo o mesmo.

Na Alemanha, um robô chamado PR2 está aprendendo a fazer panquecas e pizzas pelo WikiHow. Trata-se de um projeto chamado RoboHow, que está explorando maneiras de ensinar robôs a compreender a linguagem humana. Isso poderia ajudar as pessoas a descobrirem como instruir os robôs a executarem tarefas desconhecidas. O objetivo é dizer ao robô que fazer, em vez de programá-lo para executar alguma tarefa.


Ensinar robôs a transformar descrições detalhadas em ações específicas é uma tarefa desafiadora. É fácil para os seres humanos porque temos uma compreensão de todos os tipos de tarefas básicas, coletadas ao longo da vida. Não é necessário passar a um ser humano a instrução específica de como remover a tampa de um frasco de tomate, por exemplo, ou que virar uma panqueca envolve o uso de uma espátula ou algum outro utensílio de cozinha.

Assim, os pesquisadores por trás do projeto RoboHow pretendem ensinar a robôs os conhecimentos gerais necessários para converter orientações complexas em ações específicas. Até agora, eles têm sido capaz de interpretar algumas instruções do WikiHow e transformá-las em comportamento útil, tanto em simulações quanto em robôs reais.

Uma vez que um robô tenha aprendido como um determinado conjunto de instruções refere-se a uma certa tarefa, o seu conhecimento é adicionado a um banco de dados online chamado Open Ease, para que outros robôs possam acessar aquela informação. Essas instruções são codificadas em linguagem de máquina legível semelhante à utilizada no projeto da Web Semântica.

Os pesquisadores estão utilizando outras técnicas para ajudar os robôs a aprender a executar tarefas básicas. Isso inclui assistir a vídeos de seres humanos realizando essas tarefas e estudar dados de realidade virtual em que os humanos realizam ações usando luvas que permitem que seus movimentos sejam rastreados.

Mesmo a simples manipulação continua a ser um desafio para os robôs, embora muitos pesquisadores estejam se esforçando para desenvolver um sistema de compreensão mais aprimorado.

Siddhartha Srinivasa, professor do Instituto de Robótica da Universidade Carnegie Mellon, diz que conectar a linguagem com a ação é extremamente importante, mas também muito difícil. "Eu tenho um filho de quatro anos de idade, e muitas vezes passo o maior sufoco quando tento instruí-lo a montar um brinquedo", diz Srinivasa. "Obter sucesso neste domínio exigirá uma intensa integração da linguagem natural, baseando a compreensão por meio da percepção e planejando ações complexas por intermédio de algoritmos de manipulação".


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