O quê é e como funciona a música 8D?


Um fone de ouvido e uma busca no Youtube ou Spotify podem te proporcionar uma experiência sensorial para entender o tema deste post: música 8D ou áudio 8D. A modalidade, que está conquistando cada vez mais ouvintes e empolgando produtores musicais, já ganhou playlists e repaginou clássicos musicais nacionais e internacionais. É importante ressaltar, porém, que não é algo inédito, recém-saído do forno. O 8D já faz parte do universo dos videogames e nas produções audiovisuais e já esteve presente, ainda que não nominada e definida, em canções de bandas nos anos 70.


Também conhecido como 3D ou binaural – aliás, há divergências com relação à definição, o som 8D foi criado há um bom tempo, ainda nos anos 80, pelo argentino Hugo Zucarelli. A partir da constatação de que temos a capacidade de ouvir em diferentes linearidades, a tecnologia está ancorada na holofonia. Essa, por sua vez, se inspira no holograma, que é aquele artifício que nos encanta nos shows, especialmente quando reproduz formas humanas.

Pegue seu fone de ouvido (headphone de preferência), esteja em um local silencioso, fique calmo e ouça esses exemplos de músicas em 8D:


CHUVA 8 HORAS - AUDIO 3D


Ed Sheeran - Photograph (8D AUDIO)


Aaron Smith - Dancin ( Música em 8D)




PLAYLIST 8D 2019 l AS MELHORES MÚSICAS 8D DE 2019


David Guetta - Titanium (ft. Sia) | 8D Audio



Resumindo, a ideia central é a projeção de sons, gerando uma carga sonora intensa e que ecoa na cabeça do ouvinte. Não é um som estático, mas sim um que ganha vida, pulsação e movimento. Mas por quê, então, tenho que usar o fone de ouvido? O som que vem dos fios esquerdo e o direito se alterna e gera o efeito expansivo dele. A experiência, única e individual, elimina ruídos externos ao passo que dá a sensação de que a música está em todo o ambiente por ocupar todo os espaços de quem aperta o play. 

Da concepção até se tornar realidade, o caminho trilhado por Zucarelli passou pela criação de Ringo, o protótipo de uma cabeça humana. Nela, dois microfones, separados a uma distância de 18 centímetros e considerando o tripé comprimento/profundidade/altura, captam e trocam os sons e atuam simulando o funcionamento da comunicação entre nossos ouvidos e o cérebro. Essa invenção é hoje uma das opções para quem quiser desembolsar altas cifras para criar ou editar sons em 8D. Para os menos abastados, é possível optar por plataformas. Existem softwares que criam áudios 8D com certa qualidade, como o Audacity e o Ambeo Orbit, que conseguem criar áudio binaural parecidos com os dos kits.

Kit da neumann para criação de áudio 8D (Fonte: Neumann)

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